SAMPASIM

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Mais um aluno matriculado na escola da vida. Busco ser mestre com meus alunos e com minhas filhas; humildemente é claro. Apaixonada por poesia, música e pela vida, vou aprendendo com as palavras, somando elas em versos e dividindo com amigos e afins...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Seria Lentes Artificiais os olhos da matéria? Imersos ao rascunho do que chamamos mundo, definimos o Original que é Deus!


Lentes Artificiais

Como chuva em terra seca
Desenhei o resto do meu destino
As águas eram minhas lágrimas
A terra era minha face.
Seca?
Seca era minha alma que desvairada em meu olhar, cegava minha vida.
Mas, toda seca tem um sol.
E todo sol brilha.
Nas lentes artificiais encontrei a flor que solidificada a alma,
Perfumou meus sonhos...
E como chuva em terra seca
Desenhei o resto do meu destino
As lágrimas desabrocharam meus sonhos
A terra era fértil e estava em meus dias
Seca?
Seca é minha sede de agradecer a quem é por nós
Ainda possuo as lentes artificiais.

Silvia C S Zillo         











terça-feira, 12 de junho de 2012

Porque não falar de amor... Dizem que quem escreve fala muito de amor. Será? Acredito que o amor é um duelo, sem vencedor... empates eternos...


X e Y

Não aponte o dedo pra mim
Não sou o lugar que procuras
Não esta escrito o que sou
Mas sei que não sou sua

Na vida há muitos adversários
E empate é só no amor
Prefere ser a vitoriosa
Ao empatar essa dor?

Sei que sou pessimista
E prefiro acreditar
Não quero sofrer neste jogo
Não quero me arriscar

O jogo já começou
E o placar é 1x0
Abaixo o meu dedo agora
E ti incendeio feito Nero

Empatou!
Invadiu a minha terra
Rendo-me a suas armas
Sou prisioneira nessa guerra!
 
O amor é assim
Uma busca temperante
Só se encontra nessa vida
Entre dores e errantes.

Silvia Cristine de Souza Zillo 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A vida é um grande baile de máscaras. E nas idas e vindas a minha fantasia só se alegra...


Persona

Necessário é voltar
E reescrever todas as cartas de amor
Sonhar...

Ditar o que o destino não traçou. 
Ouvir a música que não se compôs
Fechar os olhos e ver a vida começar

Eliminar todas as sensações
E ter a certeza só pelo coração

Mover o eco
E fazer do som harmonia...
Ser sem sexo
Fantasia!

Necessário é redescobrir
A magia
Vida ou morte?
Faz-se necessário a sabedoria
E que seja sempre seu guia, nas suas diferentes personas.

 Silvia Cristine de S. Zillo





sábado, 2 de junho de 2012

Essa poesia são lembranças que ficaram de uma pessoa muito especial, que partiu pro combinado... Pessoas passam e deixam saudades, vontades, dúvidas... isso é vida! E ela não para, pois a morte também está no tempo.


Sabor in memoriam

Ainda vejo a sua destreza
E sobre a mesa farta
Sua delicadeza
Me farta.

Me farta o estômago
E não os olhos
Que não se cansam
De olhar

Aguço os meus sentidos
E sinto o meu paladar
Engulo leve
E pareço de novo saborear

São trinta ou vinte anos atrás
Tempo demais
Sentidos de menos
Mas, graças posso lembrar.

A gratidão é volátil.
Mas pousa em minha memória
E na despedida da vida
É o que tenho agora...

Lembranças guloseimas infância
Mesmo que o sabor seja temporal
A minha eternidade agradece
Você passou por aqui
E minha homenagem hoje é prece

Silvia Cristine de Souza Zillo

domingo, 20 de maio de 2012

Passos... Às vezes longos, curtos, planejados, saltitantes, etc... Nos levam sempre a olhar para trás. E aí?


Se o acaso me ouvisse,
Pediria tempo
Se o tempo me ouvisse,
Pediria lento
Se os passos me ouvissem
Pediria relaxe
Se o descanso me ouvisse
Pediria eternize
Se o eterno me ouvisse
Pediria vida
Se a vida me ouvisse
Não pediria nada
Agradeceria o tempo que de lento
Relaxou meus passos eternizando
Minha memória por onde passei.

Silvia Cristine S Zillo















sexta-feira, 16 de março de 2012

Resolvi escrever cartas ao contemporâneo....Faz tanto tempo que ele não recebe cartas.
Meus alunos me perguntaram se eu já recebi alguma carta. Dessas de alguém especial; amigos, amores ou simplismente um FELIZ qualquer coisa.
Nossa! Respondi curiosíssima. Como assim vocês nunca receberam cartas?
Bom, me dei conta que cartas faz parte do século passado, retrasado, e...Fiquei com aquilo na cabeça; como era receber cartas?
A ansiedade de esperá-la chegar, de rever a letra, imaginar a pessoa, lembrar a essência daquela amizade, paixão, etc...
É como relembrar momentos quando escutamos uma música, quando sentimos um cheiro. É aguçar os sentidos. Acho que faz parte da percepção e talvez seja um sentido que ainda não conhecemos.
Hoje revemos esses momentos de um jeito bem rápido; click e é só navegar para matar a saudade. Não é a mesma coisa. A emoção, a delicadeza das palavras, não existem em um email. Não dá mesma forma. As cartas eram mais especiais...
Então tá, este será o nome do meu blog: CARTAS AO CONTEMPORÂNEO!
Um oi, olá, como vai? Mais real, silencioso, poético...

Vou escrever pra ele todos os dias... poesias, cronicas, contos; tudo em forma de cartas.
Cartas virtuais, mas com um sentido vital para as nossas vidas... Boa Tarde!!!! SC

quarta-feira, 14 de março de 2012

Acredito que estamos neste mundo de passagem. Acredito também nas partes que deixamos ou não no universo... Então, este soneto resumi um amor em partes... Chamamos de alma gêmea, mas acho que é alguém ou são alguns amores, amigos que nos ajudam nesta viagem... Como disse abaixo: " Sonetos definem os homens na sua essência."

Soneto às almas gêmeas...    

Levarei flores e ensaiarei um soneto. Prometo!
Construirei um cenário com seus sonhos e desejos...
Lapisarei todos os versos de Camões por onde você passar
Colherei frutos da época pra sua sede matar.

Vigiarei seu sono quando dormir
Peregrinarei nos vales sagrados em busca de fé e devoção.
Trarei respostas do oráculo que te farão sorrir...
Para sempre serei seu escudo, proteção.

E quando o tempo passar, os traços da vida seu rosto marcar.
As dívidas, o prometido, as faltas, saldar...
Estarei te esperando novamente, como sempre, fiel amor.

Pois, sou seus desejos, sonhos e medo.
Sua ânsia, velhice, juventude, infância...
Sua existência, verdade, alma gêmea, sua metade.  
Silvia C S Zillo