Solidão
Em tempos o meu interior é um mar em fúria
Em tempos não respeito meu ritmo
E cometo a injúria
Em tempos vivo uma revolução
Uma vida sem razão
Sou como o mar
Um mistério
Uma força
Um fluxo a desejar
Neste dia não dá pra navegar
Meus pensamentos estão incertos
Posso até te devorar, te matar
E afogar o que me resta
Na ilusão de te amar
Em tempos espero me acalmar
Tornar-me sereno como azul do mar
Buscar o equilíbrio e aceitar
As águas,
A força da natureza
O que eu não posso mudar
Solidão, mar.

