SAMPASIM

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Quem sou eu

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Mais um aluno matriculado na escola da vida. Busco ser mestre com meus alunos e com minhas filhas; humildemente é claro. Apaixonada por poesia, música e pela vida, vou aprendendo com as palavras, somando elas em versos e dividindo com amigos e afins...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Porque não falar de amor... Dizem que quem escreve fala muito de amor. Será? Acredito que o amor é um duelo, sem vencedor... empates eternos...


X e Y

Não aponte o dedo pra mim
Não sou o lugar que procuras
Não esta escrito o que sou
Mas sei que não sou sua

Na vida há muitos adversários
E empate é só no amor
Prefere ser a vitoriosa
Ao empatar essa dor?

Sei que sou pessimista
E prefiro acreditar
Não quero sofrer neste jogo
Não quero me arriscar

O jogo já começou
E o placar é 1x0
Abaixo o meu dedo agora
E ti incendeio feito Nero

Empatou!
Invadiu a minha terra
Rendo-me a suas armas
Sou prisioneira nessa guerra!
 
O amor é assim
Uma busca temperante
Só se encontra nessa vida
Entre dores e errantes.

Silvia Cristine de Souza Zillo 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A vida é um grande baile de máscaras. E nas idas e vindas a minha fantasia só se alegra...


Persona

Necessário é voltar
E reescrever todas as cartas de amor
Sonhar...

Ditar o que o destino não traçou. 
Ouvir a música que não se compôs
Fechar os olhos e ver a vida começar

Eliminar todas as sensações
E ter a certeza só pelo coração

Mover o eco
E fazer do som harmonia...
Ser sem sexo
Fantasia!

Necessário é redescobrir
A magia
Vida ou morte?
Faz-se necessário a sabedoria
E que seja sempre seu guia, nas suas diferentes personas.

 Silvia Cristine de S. Zillo





sábado, 2 de junho de 2012

Essa poesia são lembranças que ficaram de uma pessoa muito especial, que partiu pro combinado... Pessoas passam e deixam saudades, vontades, dúvidas... isso é vida! E ela não para, pois a morte também está no tempo.


Sabor in memoriam

Ainda vejo a sua destreza
E sobre a mesa farta
Sua delicadeza
Me farta.

Me farta o estômago
E não os olhos
Que não se cansam
De olhar

Aguço os meus sentidos
E sinto o meu paladar
Engulo leve
E pareço de novo saborear

São trinta ou vinte anos atrás
Tempo demais
Sentidos de menos
Mas, graças posso lembrar.

A gratidão é volátil.
Mas pousa em minha memória
E na despedida da vida
É o que tenho agora...

Lembranças guloseimas infância
Mesmo que o sabor seja temporal
A minha eternidade agradece
Você passou por aqui
E minha homenagem hoje é prece

Silvia Cristine de Souza Zillo